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Dário Khan é canário

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O defesa central Dário Khan, que esteve vinculado à Liga Muçulmana, tendo contribuído para a conquista do campeonato referente a 2011, vai jogar pelo Costa do Sol e será um dos reforços apresentados pelos canarinhos na tarde de amanhã, numa cerimónia a realizar-se no Matchiki Tchiki, às 16.00 horas.

Durante algum tempo Dário Khan foi cliente assíduo dos Mambas, mas acabou por ser afastado com a entrada do seleccionador alemão, Gert Engels. O jogador, depois de uma carreira notável no Desportivo e Ferroviário de Maputo, representou a Liga Muçulmana, entre outras equipas estrangeiras, sendo a última o Karatiat, do Qatar.

 

Depois de um empréstimo à equipa do Qatar, na época passada, Dário Khan regressou à Liga num momento mau da equipa e a entrada de Litos não foi boa para si, tendo sido afastado da equipa muçulmana.

No relançamento da sua carreira, Dário Khan assinou pelo Costa do Sol para a temporada de 2013, onde espera voltar a altos voos e contribuir para melhores resultados na equipa orientada por Diamantino Miranda.

Por outro lado, o Costa do Sol assegurou que David é seu jogador e está nas contas do técnico Diamantino Miranda para a época de 2013. O jogador terá tido um compromisso com o Maxaquene, numa manifestação de pretender deixar os canarinhos, uma vez que não era titular indiscutível como fora em anos anteriores, abrindo a possibilidade de jogar mais vezes. Porém, antes de seguir para gozar as suas férias selou o seu compromisso com equipa canarinha. Aliás, David, com contrato até 31 de Dezembro deste ano, deverá ser apresentado hoje juntamente com outros jogadores, entre os que transitam da época transacta e dos contratados para reforçar a equipa de Diamantino Miranda, onde se esperam algumas surpresas. Sabe-se que o Costa do Sol contratou Tony, que jogara no Maxaquene, Nené (Ferroviário da Beira), Paulo (ex-Chingale de Tete), Binó e Mayunda (ex-Liga Muçulmana).

Dos jogadores apresentados e que foram reclamados à posterior o Maxaquene pode contar com o avançado Maurício, que ainda tem contrato com os muçulmanos por mais duas épocas, e o defesa Calima, também vinculado contratualmente aos vencedores da Taça de Moçambique da edição 2012, pois as direcções dos dois clubes sentaram-se à mesa e chegaram a um acordo para a utilização dos referidos jogadores este ano.

Por outro lado, a Liga Muçulmana manifestou junto ao Maxaquene a vontade de adquirir Silvério, um jogador que foi também referido como jogador da equipa orientada por Litos, mas que este jogador estava amarrado a um contrato com os tricolores válido por mais uma época.

Tendo em conta que Jacinto acabou jogando pelo Chibuto em 2012, depois de contratado pela Liga Muçulmana e cedido pelo Maxaquene, os muçulmanos pediram a compensação pela aquisição do tecnicista pelos préstimos de Silvério, que já trabalha sob orientação de Litos, podendo concorrer a uma das posições, tanto no sector defensivo, como intermediário.

 

TREINADOR DO HCB

É WETSON NYIRENDA

O desafio, na sua edição anterior, avançou por hipótese, que o zambiano Keagan Mumba seria o treinador do HCB para 2013, mas a direcção da colectividade do Songo assumiu que o nome do zambiano para dirigir os seus destinos este ano é Wetson Nyirenda, que deverá ser apresentado nos próximos dias.

Nyirenda traz consigo um outro treinador, cujo nome não foi referido, para seu adjunto, sendo que a equipa técnica vai ficar completa com a inclusão de Orlando Assupainho, quadro do clube do Songo, e Samuel Chichava, que já tinha trabalhado anteriormente como treinador de guarda-redes e que na época de 2012 esteve no despromovido Desportivo.

Por outro lado, o técnico José Fernandes, de nacionalidade portuguesa, desconhecido nos meandros futebolísticos de Moçambique, é o novo técnico da equipa do Têxtil do Púnguè, que sobreviveu no Moçambola, depois de ter estado numa posição bastante deligada. A contratação de Akil Marcelino terá sido determinante na manutenção da equipa mais amada de Sofala em 2012, no entanto, o jovem técnico, mesmo reconhecendo o carinho com que foi tratado durante o período em que esteve a orientar a equipa, decidiu não continuar e os dirigentes fabris foram obrigados a procurar um substituto, sendo que o português Alexandre Cepeda chegou a ser um dos candidatos, mas a opção acabou recaindo em José Fernandes, que já se apresentou e trabalha com a equipa.

 

Sujeitos aos plantéis

feitos pelos directores

Talvez por ignorância, ou por alguma dose de prepotência, também imbuída de ignorância, tem sido hábito em clubes moçambicanos, com excepção de um e outro, que os plantéis sejam construídos à base das escolhas feitas pelos dirigentes, muitas vezes ou quase sempre antes da contratação dos técnicos, que deviam ser, por uma questão lógica, os solicitantes, até porque só eles percebem melhor quem são os elementos que se podem enquadrar-se ou adequar-se à sua filosofia de trabalho e de jogo. Aliás, em todo o mundo desenvolvido, ou dos que tenham pretensões supremas nesta área, tem sido assim.

Por esse deplorável princípio, diga-se, da maioria dos dirigentes moçambicanos, os treinadores encontram dificuldades para construir uma equipa à sua medida, e por vezes podem usar esse pretexto para justificar algum insucesso no seu trabalho.

Para a maioria das equipas que vão disputar o Moçambola do presente ano, à semelhança do que vem acontecendo nos anos anteriores, os directores foram às compras, por achar que o jogador fulano, sicrano ou beltrano tem perfil para ser uma mais-valia, e com todo este cenário, vislumbram insucessos que serão, em grande medida, imputados aos treinadores. Aliás, é mais fácil sacrificar a cabeça do treinador que as de vários jogadores. Mais não disse

 

Texto de Joca Estêvão

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