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Maxaquene humilha campeão da Suazilândia

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Com uma entrada avassaladora, no seu primeiro jogo do ano, o Maxaquene goleou o Mbabane Highlanders, campeão nacional da Suazilândia, por 4-0, no 

pequeno povoado de Mhlume, na terra de Mswati III, fechando mais uma etapa do processo de preparação da equipa, agora sediada na vila da Namaacha.

Nossos enviados especiais a Mhlume

Com o plantel agora sediado na vila da Namaacha, onde cumpre um estágio de 10 dias, com alguns jogos de controlo de permeio, o Maxaquene fez a sua primeira partida de avaliação dos níveis competitivos com o Mbabane Highlanders, actual campeão nacional de futebol da Suazilândia e que, por via disso, também está inserido nas competições da CAF em representação do seu país. Ou seja, tal como os moçambicanos, os suázis também estão empenhados na busca de forma para fazer uma boa figura nesta grande prova africana a nível de clubes.

Nesta partida, os “tricolores” evidenciaram furos acima do futebol moçambicano comparado com o da terra do Mswati III, goleando os campeões da Suazilândia por claros 4-0, com três golos a serem conseguidos ainda no decurso do primeiro tempo.

Uma vez que o campeonato da Suazilândia já está a decorrer, o Mbabane Highlanders está em condições físicas (resistência e velocidade) melhores do que o Maxaquene, tal como são as pretensões da equipa técnica “tricolor”, para melhor avaliar o seu trabalho. Entretanto, independentemente desta componente, a qualidade da equipa do Maxaquene tornou-se evidente e entrou para o jogo exercendo um total domínio logo nos primeiros 30 minutos, período durante o qual apareceram os três golos, apontados por Maurício, Filipe e Micas, tendo o quarto sido apontado na etapa complementar por Betinho.

Nos minutos que se seguiram a condição física pesou, devido ao trabalho intenso que o Maxaquene tem estado a fazer desde que chegou a Namaacha, razão pela qual abrandou o seu ritmo de jogo, sem surpresas para a equipa técnica, que tinha como principal observar todos os jogadores, sobretudo os novos na equipa, para começar a idealizar um onze-base. Aliás, este trabalho ainda poderá ser concretizado nos próximos dias, com a realização de mais umas duas partidas de controlo, também com equipas da Suazilândia.

 

MICAS E MAURÍCIO

AGRADARAM SALVADO

O Mbabane Highlanders, diga-se, não criou muitos problemas ao Maxaquene. Quando teve melhor capacidade física pressionou, mas a defesa à zona montada por Arnaldo Salvado não lhe permitiu criar qualquer oportunidade de golo. Quando a situação se inverteu o domínio do jogo foi “tricolor”, em situações rápidas de transição, culminando com os golos, com a devida facilidade. Comentando a postura da sua equipa, Arnaldo Salvado disse:

– Gostei da integração de alguns jogadores novos, como Maurício e Micas, e acredito que virão dar um bom contributo à equipa, mas espero que outros também o venham fazer. Agora ainda é cedo para tirar qualquer ilação. Até porque eu conheço os jogadores, mas neste momento não estarão nem sequer a 50 por cento dos níveis do seu possível rendimento. O desgaste físico a que os músculos foram sujeitos no período que antecedeu este jogo não podia permitir que dessem um pouco mais do que fizeram. Talvez daqui a umas três/quatro semanas possam estar um pouco mais soltos e mais rápidos. Agora não tenho preocupação nenhuma no que diz respeito à questão física, nem mesmo sectorial.

Como é do domínio público, o Maxaquene perdeu alguns dos seus jogadores preponderantes e que foram demasiado úteis na conquista do Campeonato Nacional de Futebol, mas esta situação já não tira sono a Arnaldo Salvado, que vai vendo estas ausências a serem compensadas pela entrada de novos valiosos jogadores.

– Estou confiante e tranquilo, pois o Maxaquene, para as competições internas, vai ser, claramente, um candidato ao título, mas para as eliminatórias para a Fase de Grupos da Liga dos Campeões Africanos são outras histórias, porque vamos encontrar adversários com mais ritmo, com melhor capacidade (não me refiro ao primeiro, do Botswana), caso consigamos passar esta primeira eliminatória. Ainda estamos um pouco fragilizados, mas o que me sossega é saber que as inscrições, internamente, só terminam a 30 de Março. Ainda precisamos de um jogador para o ataque, um para a esquerda e, se calhar, mais um guarda-redes. Temos ainda alguns jogadores que ainda poderão vir a integrar a equipa, como são casos de Campira e de Marvin, que não estão aqui, mas que, com o seu contributo poderemos tornar a equipa um pouco mais forte do que está. Tal como estes dois, temos ainda o Soarito que, tendo terminado o seu contrato, está em fase de renegociação com a Direcção do clube, que tem feito uma gestão financeira louvável para que, no fim, não haja situações de dívidas ou de incumprimento de certas cláusulas contratuais.

 

AINDA NÃO HÁ TITULARES

Para o jogo de sábado Salvado entrou de início com o guarda-redes Acácio, Vasil, James, Gabito, Bush, Macamito, Micas, Kito, Mfike, Filipe e Maurício. No segundo tempo voltou com o guarda-redes Samito, Calima, Vling, Payó, Carlitos, Isac, Jair, Dário Chissano, Eboh e Betinho.  Questionado sobre os critérios usados para a constituição da equipa, o técnico “tricolor” deu a seguinte explicação:

–  A equipa que entrou de início é um pouco a base da equipa do ano passado, na qual incluímos alguns jogadores que neste momento aparentam estar fisicamente mais soltos. É uma equipa que podia jogar mais rápido, perante um adversário que podia estar com uma boa capacidade física. Portanto, era de prever encontrar uma equipa que nos últimos minutos se nos fosse superior. Por isso, foi escolhida uma equipa que neste momento está um pouco mais solta, que permitiria no início de cada uma das partes um controlo do jogo. Foi uma primeira escolha, mas outras alternativas poderão ser encontradas. Aliás, é por isso que estamos aqui a treinar, diz Arnaldo Salvado, recusando-se a admitir já ter encontrado a equipa ideal do Maxaquene-2013.

– Neste momento temos 23 jogadores e o nosso plantel não passará de 25 atletas. Temos, se calhar, uma ou duas vagas por preencher, mas os outros jogadores que entraram na segunda equipa têm qualidade e qualquer um deles, bastando ter um pouco mais de concentração, maior empenho no trabalho que vai se desenvolvendo, poderá ocupar um dos lugares no “onze” titular. Ainda não há nada definitivo, porque só ainda temos uma semana de treinos.

A seguir aos trabalhos de preparação física iniciados na Praia da Costa do Sol há pouco mais de uma semana, Arnaldo Salvado fixou o “Estado-Maior” na vila da Namaacha, onde durante 10 dias prevê dar continuidade de organização de uma equipa capaz de fazer face aos desafios para a temporada 2013. Naquela vila o trabalho que os “tricolores” têm estado a fazer visa três aspectos, nomeadamente a integração de jogadores novos na equipa, fundamentalmente na componente social ou conhecimento mútuo, se quisermos. O segundo aspecto tem a ver com a aquisição da condição física, que é a componente básica para uma temporada que se deseja seja de sucessos, numa altura em que falta muito pouco tempo para os campeões nacionais entrarem em cena nas competições sob a égide da CAF. O terceiro aspecto é a realização de jogos de controlo com equipas da vizinha Suazilândia, tendo em conta o facto de já estarem num bom ritmo, para que Salvado possa aferir os níveis de desempenho de cada jogador e tente encontrar uma equipa-base.

 

NÍVEIS DE CONCENTRAÇÃO GARANTIDOS

Depois de sucessivos adiamentos de partida para o estágio, que até chegaram a levar a equipa técnica e mesmo a massa associativa do Maxaquene a algum desespero, o grupo de trabalho já encontrou a tranquilidade necessária para desenvolver um trabalho próximo dos índices de perfeição, não obstante estar a trabalhar um pouco a contra-relógio, a avaliar pelas etapas e momentos que a equipa técnica havia previamente estabelecido e que tiveram que sofrer alguns reajustes.

Foi proporcionado material de treino, pois, como se sabe, o que vinha sendo utilizado até finais da temporada passada está retido no campo da Machava. Os níveis de concentração para o trabalho pré-temporada estão garantidos, com os jogadores reunidos no mesmo local e com condições desejáveis para o efeito. Aliás, a equipa está alojada num sítio já por si conhecido e Salvado diz que todos se sentem bem, não havendo nenhuma razão de crítica em relação às condições de repouso e de alimentação.

– A Federação Moçambicana de Futebol também apoiou com a cedência do campo, na Academia Mário Coluna, o que complementa as condições mínimas necessárias para desenvolvermos o nosso trabalho com a concentração necessária. Estamos fora da cidade, longe dos problemas que normalmente afectam o nosso dia-a-dia ao nível das nossas famílias. Aqui controlamos não só a alimentação, mas, acima de tudo, o repouso do atleta.

Esta semana o Maxaquene vai continuar os seus trabalhos na Namaacha, incidindo na inclusão de jogadores novos, no melhoramento da capacidade física, aumentando um pouco de intensidade, para que a velocidade, aos poucos, possa surgir. Vai também trabalhar as componentes táctica e física, sabendo que o tempo que resta para o jogo com o campeão do Botswana é demasiado escasso, não se devendo, por isso mesmo, prolongar-se muito com este tipo de trabalho.

Em termos de jogos de controlo estão agendadas mais duas partidas, sendo uma para quarta-feira, outra para sábado e a terceira para domingo, também com conjuntos da Suazilândia, para se conferir mais rodagem à equipa.

No regresso a Maputo o Maxaquene irá prosseguir com a sua programação regular, no seu campo da Baixa, que neste momento está a beneficiar de trabalhos de melhoramento do piso.

 

Plantel será apresentado

no próximo dia 4 de Fevereiro

 

A Direcção do Maxaquene prevê fazer uma apresentação formal da sua equipa principal de futebol para a temporada de 2013 aos seus sócios e simpatizantes.

Com a cerimónia agendada para o próximo dia 4 de Fevereiro, data em que se prevê haja tolerância de ponto, em razão de o Dia dos Heróis Moçambicanos calhar num domingo, os “tricolores” ainda esperam encontrar um adversário à dimensão da festa que se pretende proporcionar à família dos maxaca.

Esse será o último jogo dos agendados para o período de preparação, antes da partida da abertura oficial da temporada, a Supertaça, frente à Liga Muçulmana, vencedor da Taça de Moçambique na edição-2012.

 

 

César Langa

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David vai mesmo

ficar no Costa do Sol

 

Primando por aquilo que considera bom relacionamento inter-institucional, a Direcção do Maxaquene decidiu retirar-se da concorrência pelos serviços do zimbabweano David, que nas duas épocas passadas representou o emblema do Costa do Sol.

Com contrato e fichas de inscrição assinados para 2013, o jogador foi anunciado no dia da apresentação de reforços do Maxaquene, mas dias depois a Direcção do Costa do Sol apareceu a afirmar que o dianteiro ainda tinha um vínculo que o liga aos “canarinhos”.

Prevendo este desfecho, Hermenegildo Mavale, 1º Vice-Presidente da Direcção do Maxaquene, já havia alertado à Imprensa do desinteresse por qualquer briga neste sentido, tendo Arnaldo Salvado alinhado pelo mesmo diapasão, afirmando que com ou sem David, os adversários do Maxaquene que se cuidem.

Não se concretizando a contratação deste zimbabweano, a vaga de estrangeiros que se manteve aberta acabou sendo preenchida por Eboh, que agora se encontra a treinar sob o comando de Arnaldo Salvado na vila da Namaacha.

 

 

 

 

O Engº. José Solomone Cossa, presidente demissionário do Maxaquene, exerceu o seu direito e vontade de sócio, viajando para Mhlume, onde, nas bancadas do Nsukuwansuku Stadium, testemunhou a goleada infringida pelos pupilos de Arnaldo Salvado ao Mbabane Highlandeers, silenciando os adeptos da equipa da casa que se encontravam no estádio.

Munido da sua câmara, Cossa, que filmou cada momento e detalhe do jogo, disse ter feito aquela viagem para se desfazer um pouco do sedentarismo, pois com os problemas de saúde que enfrenta os seus dias têm se resumido na permanência em casa, junto da sua família.

Cossa, que diz ter sido muito desgastado pelos Jogos Africanos (ele era o presidente do COJA), convidado a pronunciar-se sobre o seu pedido de demissão, disse apenas:

– O médico deu-me a opção entre a saúde e o trabalho.

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