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Camilo Antão e Paulo Custódio estão ilegais

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Os cidadãos Camilo Antão e Paulo Custódio, respectivamente presidentes da Federação Moçambicana de Voleibol (FMV) e da Associação Provincial de Futebol de Inhambane, estão a funcionar ilegalmente, uma vez que o Regulamento da Lei do Desporto em vigor em Moçambique defende que os presidentes das associações só podem cumprir dois mandatos. 

Seguramente existirão outros casos similares aos de António Camilo Antão e Paulo Custódio, que atropelam as leis sob olhar impávido das estruturas competentes, contribuindo sobremaneira para degradação, cada vez mais acentuada, do movimento associativo, em particular, e do desporto, em geral.

 

Sobre o Doutor António Camilo Antão, tido como patrono do voleibol nacional, com constantes atropelos, tudo ou quase tudo já foi por nós referenciado, chegando o governo a afirmar que estava a analisar o assunto para posteriormente decidir sobre ele mas, volvidos mais de 365 dias, nada de novo foi referenciado e o professor continua levando a federação no carro e na sua respectiva bagagem.

Agora, mais do que tudo o que foi dito, Camilo prepara-se para um novo golpe de mestre para contornar o Regulamento da Lei do Desporto, Decreto 3/2004, no seu número 2, do artigo 48, que defende que os titulares dos órgãos sociais das federações, associações provinciais e distritais só podem recandidatar-se uma vez. Nesse mesmo artigo, o número um diz que o mandato dos titulares dos corpos gerentes das associações desportivas é de quatro anos, em regra, coincidentes com o ciclo olímpico.

 

CAMILO TRABALHA

FORA DO MANDATO

 A Lei do Desporto entrou em vigor em 2002 e dois anos mais tarde, precisamente em 2004, o Regulamento da Lei do Desporto. Em 2006, ou seja dois anos mais tarde, Camilo Antão foi reconduzido à presidência da FMV, um mandato que chegou ao fim em 2010. Um ano antes (2009), Camilo exibiu numa assembleia-geral da federação, por sinal, a última nos últimos quatro anos (à luz dos estatutos devem ser organizadas no mês de Janeiro de cada ano), uma carta da federação internacional que defende que os mandatos das federações de todos os países devem coincidir com o ciclo olímpico e, desse modo, as eleições para o eleger o novo elenco seriam em 2012, de modo a coincidirem com os Jogos Olímpicos-2016, a realizarem-se no Rio de Janeiro, Brasil, o que depois de uma manipulação de Camilo junto às associações foi possível deliberar. No entanto, o ano de 2012 passou sem que a tal assembleia magna se realizasse e Camilo funcionou dois anos fora do mandato, e ainda com quatro anos sem prestar contas às associações provinciais (a última a assembleia foi em 2009).

António Camilo Antão ainda conseguiu manipular algumas associações provinciais para que aceitassem que as eleições se realizassem em Fevereiro deste ano, mas até ao momento nenhuma delas recebeu o dossier que possibilite debater sobre as actividades e contas desde 2009, presumindo-se que Camilo queira surpreender as associações, uma vez que pretende recandidatar-se nas próximas eleições, mesmo depois de estar à frente da federação por mais de 20 anos.

 

PAULO CUSTÓDIO JÁ VAI

NO QUARTO MANDATO

 No desporto-rei encontramos a situação protagonizada por Paulo Custódio, da Associação Provincial de Futebol de Inhambane, que está à frente dos destinos daquele órgão desde 1998, tendo sido recentemente reconduzido a titular dos corpos gerentes do elenco que superintende o futebol. Custódio já vai no seu quarto mandato!

Numa entrevista à Rádio Moçambique (RM), concretamente a Rádio Desporto, Paulo Custódio afirmou que os clubes da terra da boa gente o solicitaram para a sua recandidatura, numa alusão clara ao bom trabalho que tem vindo a realizar naquela província, mesmo tendo de lesar o Regulamento da Lei do Desporto, que parece ser um instrumento ainda ignorado pela maioria dos fazedores do desporto.

Pelo que se tem reparado, a província de Inhambane não tem registado grandes desenvolvimentos em todos os aspectos, mesmo no que concerne ao futebol juvenil, ou no que concerne aos aspectos de ordem organizativa nos campeonatos disputados naquela região de Moçambique.

Outra vertente de ilegalidade, ainda sobre o futebol, prende-se com a província do Niassa, cujo presidente da associação, Elias Manhiça, não é presente, por motivos de índole pessoal, estando impedido de acompanhar o desenvolvimento daquela modalidade naquela região

 

 ENCONTRA-SE DE FÉRIAS

Director nacional vai

pronunciar-se esta semana

 O director nacional do Desporto, Inácio Bernardo, foi chamado a pronunciar-se sobre a “inspecção” feitas às associações desportivas, mormente em relação a irregularidade sobre o ponto referente ao mandato destas. No entanto, aquele dirigente encontra-se em gozo de ferias, sendo que só durante a presente semana vai poder expressar-se sobre a posição do governo.

Recorde-se que Inácio Bernardo já fez o seu pronunciamento sobre as irregularidades na federação de voleibol, prometendo que o governo iria encontrar uma solução definitiva para aquele organismo, mas atá ao momento nada foi dito que alterasse o cenário que se vive naquela modalidade.

 

Texto de Joca Estêvão

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